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Crédito à Habitação: Empréstimos com menos restrições

O Banco de Portugal revela que no último trimestre de 2017, verificou-se um ligeiro aumento de empréstimos para crédito à habitação e alguns bancos apresentaram critérios menos restritivos.

De acordo com os resultados do inquérito de Janeiro de 2018, às cinco instituições incluídas na amostra portuguesa, relativamente à procura, no segmento dos particulares, as instituições reportaram um ligeiro aumento da procura de crédito no último trimestre do ano, para aquisição de habitação ou para consumo e outros fins. "A maioria dos bancos assinalou que a melhoria da confiança dos consumidores e o nível geral das taxas de juro contribuíram ligeiramente para o aumento da procura no segmento do crédito à habitação, tendo um banco assinalado ainda as perspectivas mais favoráveis do mercado da habitação, incluindo a esperada evolução dos preços da habitação", refere o documento.

Para o primeiro trimestre de 2018, a maioria dos bancos não antecipa alterações significativas na procura de empréstimos por parte das empresas. No caso dos particulares, quatro bancos antecipam, para o mesmo período, um ligeiro aumento da procura de empréstimos em ambos os segmentos de crédito.

Quanto à oferta, os cinco bancos participantes reportaram que os critérios de concessão de crédito permaneceram sem alterações, face aos aplicados no trimestre anterior. Não obstante a estabilidade dos critérios aplicados, uma instituição indicou que as pressões exercidas pela concorrência por outras instituições bancárias e as perspectivas mais favoráveis do mercado da habitação, incluindo a evolução esperada dos preços da habitação, contribuíram para tornar os critérios ligeiramente menos restritivos no segmento do crédito à habitação.

Para o primeiro trimestre de 2018, a maioria das instituições inquiridas não antecipa alterações nos respectivos critérios de aprovação de crédito concedido a empresas e a particulares.

Ainda segundo o relatório do Banco de Portugal, para o primeiro semestre de 2018, não se antecipam, neste contexto, alterações significativas nos spreads a aplicar no crédito a empresas e a particulares. Apenas uma instituição antevê uma ligeira redução dos spreads a aplicar aos empréstimos para aquisição de habitação.

Fonte: Diário Imobiliário